segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Lunação nas Casas do Mapa Natal: Reabrindo o Boteco

Aqui vão umas dicas básicas para ajudar a acompanhar as Lunações através do seu mapa, lembrando que nesse boteco falamos de generalidades para ajudar na hora de conhecer sua carta astral.

A Astrologia divide a vida da pessoa em 12 áreas, que chamamos casas. Pretendo escrever com mais detalhes a respeito, mas aqui vai um esquema geral de cada uma e de como elas se organizam através dos eixos opostos, para podermos falar com um pouco de propriedade das Lunações. Para quem precisa de legenda, Asc = Ascendente (casa I); Desc = Descendente (casa VII); FC = Fundo do Céu (casa IV); MC = Meio do Céu (casa X).

Casa I (Asc) - Como sou - analogia com Áries
Casa II - O que tenho - analogia com Touro
Casa III - Como me comunico - analogia com Gêmeos
Casa IV (FC) - De onde venho - analogia com Câncer
Casa V - O que quero- analogia com Leão
Casa VI - Como sirvo - analogia com Virgem
Casa VII - Com quem me relaciono- analogia com Libra
Casa VIII - Trocas íntimas e transformadoras - analogia com Escorpião
Casa IX - Minha busca por compreensão - analogia com Sagitário
Casa X (MC) - Minhas ambições (para onde vou) - analogia com Capricórnio
Casa XI - Meu grupo- analogia com Aquário
Casa XII - Meu universo espiritual- analogia com Peixes

Eixos
Asc (Eu) - Desc (Tu) – forças que criam
II (Recurso Pessoal) - VIII (Recursos do outro) - matéria criada
III (Conhecimento Imediato) - IX (Conhecimento Superior) – lei da evolução
FC (Reino da Mãe) - MC (Reino do Pai) - missão ancestral
V (Criação Pessoal) - XI (Criação Social) – o amor
VI (Purificação/Trabalho) - XII (Contaminação/Transcendência) – sabedoria universal

Alguns lembretes são importantes. As Lunações, em geral, estarão mobilizando um eixo do mapa, mas pode acontecer também da Lua Nova ocorrer em uma casa e a Lua Cheia estar plena na casa seguinte da oposta por eixo. Isso significa que o eixo mobilizado naquele mês pode ter seus resultados vistos em outra área de vida também. É bem interessante acompanhar como isso acontece. É bom prestar atenção também na Lunação que acontece no seu mês de aniversário, pois ela irá mobilizar sua natureza solar, onde está sua fonte de energia e amor vital. O mês em que o Sol está no seu signo lunar trará a mobilização do seu centro emocional, e é uma época boa para ver como suas emoções e seus vínculos afetivos estão sendo trabalhados.

Lunações no Ascendente/Descendente
Essa lunação costuma ser a mais intensa do ano, pois mostra muito da necessidade de se agir no mundo de modo individualizado e da busca por companheiros de vida, que são dois aspectos muito mobilizadores da personalidade. Quando a Lua Nova ocorre no Ascendente temos energia para agir e ir atrás daquilo que somos de verdade. Esse é um bom momento para se começar coisas novas e para mudar comportamentos que percebemos que atrapalham nosso caminho. Nos dois dias que antecedem essa conjunção de Sol e Lua e nos dois dias posteriores, é bom avaliar o que é preciso ser feito e assumir a responsabilidade por aquilo em vez de esperar que o Outro, ou o Mundo, faça isso por você. Nessa Lua Cheia teremos o Sol no Asc. e a Lua no Desc. e aquilo que plantamos com nossas ações vão refletir nas nossas parcerias. Lembrando que na Lua Cheia temos uma oposição de luminares, aqui você vai perceber os desequilíbrios entre a sua ação individual e os ajustes necessários para a convivência com o Outro. Essa é a Lua Cheia boa para namorar e encontrar com @(s) parceir@(s), pois nosso satélite iluminado estará trazendo os frutos das iniciativas tomadas em favor da própria individualidade e permitindo que estejamos mais inteiros no contato com o Outro. Se nossas dissociações são muito intensas nessas áreas, porém, as discussões com nossos parceiros ou as dificuldade de se encontrar uma boa parceria trazem muita confusão e brigas.
No mês “contrário”, quando a Lua Nova acontece no Desc. e a Lua Cheia está no Asc, é o momento de ficar atento para aquilo que precisamos fazer em nossos relacionamentos pessoais para que eles sejam verdadeiros e bons para ambas as partes, tomando a iniciativa de alimentar nossas boas parcerias ou irmos atrás delas. Acredito que não exista nada na vida que mostre tanto de nós mesmos como nossos relacionamentos pessoais, sejam eles amorosos, de trabalho, de viagem ou do que seja. Nessa Lua Cheia nosso satélite estará iluminando nossa porta de entrada, digamos assim, e isso irá refletir muito dos nossos desejos de ação. Se você começar a brigar muito com seus parceiros nesse período, veja internamente se não está criando a expectativa de que o Outro faça por você coisas que você tem preguiça ou medo de desenvolver, ou se o relacionamento está exigindo limites demais de sua individualidade e você está se perdendo. Essas dissociações estarão sublinhadas nessa lunação, e, se não estamos muito inconscientes delas, pode ser exatamente o momento em que nossos parceiros reconhecem o valor da nossa individualidade e podemos fazer os reajustes necessários.

Lunações nas casas II e VIII
Nesse eixo nossos luminares vão trazer luz para a maneira como lidamos com nossos valores conscientes e de que modo interagimos com os valores inconscientes, que podem ser explorados na intimidade com o Outro. Isso muitas vezes se traduz através do dinheiro que recebemos por nosso trabalho, pois vivemos em um mundo capitalista que criou esse parâmetro de valor. Se subestimamos nosso valor, cobramos menos do que merecemos, e se nos sobreestimamos culpamos os Outros por não recebermos o que acreditamos que merecemos. Tanto em um como no outro caso, ficamos insatisfeitos com os recursos que temos disponíveis. Quando a Lua Nova acontece em nossa casa II temos energia para ir atrás daquilo que é nosso e modificar as coisas que nos impedem de reconhecer nosso verdadeiro valor. É um bom momento para olhar para nossa vida material e ver o que falta, tomando a iniciativa para conseguir isso. Se há algum dinheiro sobrando, veja se ele pode comprar aquilo que você está desejando e compre, ou avalie se o que você quer mesmo vale mais, e aplique esse dinheiro para que ele se multiplique e você possa ter aquilo que quer em vez de aceitar algo de menor valor e que não trará a mesma satisfação. Na Lua Cheia estaremos colhendo os frutos de nossas aplicações pessoais através daquilo que recebemos do Outro. Quando prestamos atenção nessa Lunação vemos o quão verdadeira é a Lei que diz que recebemos aquilo que damos. Quando a Lua Cheia ilumina nossa casa VIII temos um reflexo daquilo que plantamos na nossa auto valoração e percebemos todas as coisas que precisamos nos desfazer para abrir espaço para que novos recursos possam surgir. Quando a Lua Cheia mostra os valores inconscientes abrigados na casa VIII, é possível ver o quanto nossos valores pessoais estão distorcidos ou não, pois iremos colher no campo do Outro aquilo que plantamos no nosso quintal. Se plantamos nos sobreestimamos ou subestimando na Lua Nova, vamos querer que o Outro nos dê seus recursos para taparmos nossos buracos, mas se conseguirmos avaliar com clareza nosso valor, poderemos fazer uma troca equilibrada com o Outro de modo a nos desapegar daquilo que não nos serve mais e recebendo o que precisamos, não só no nível material mas também - ou talvez, principalmente - no nível emocional e transpessoal. Na Lua Nova contrária teremos essa energia concentrada ativando nossas trocas íntimas com o Outro, e é exatamente quando temos luz disponível para entrar no nosso porão para avaliar o que nos serve e o que está na hora de jogar fora. É o melhor momento para arrumar armários e olhar o que se guarda em casa, jogando fora o que não tem mais utilidade e passando para frente o que não usamos a muito tempo e provavelmente nunca mais vamos usar. Nesse sentido é também um bom momento para olharmos nosso porão emocional, e avaliar as mágoas que permanecem mais por orgulho do que por dor real, as vinganças que acalentamos no inconsciente e não têm mais sentido, as invejas e ciúmes que não temos coragem de admitir conscientemente. Se conseguimos separar esse lixo psíquico que guardamos no inconsciente, podemos abrir espaço para novas energias, alem de poder usá-lo como adubo para plantar coisas novas. Os frutos disso podem ser vistos na Lua Cheia que iluminará a casa II, pois quanto menos lixo carregamos, mais claros se tornam nossos valores pessoais, e podemos utilizar nossos recursos para adquirir aquilo que precisamos e queremos em vez de gastar compulsivamente aquilo que temos para alimentar as obsessões e cegueiras que travamos no inconsciente. Essa lunação serve para entendermos na pele que na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

Lunação nas Casas III e IX
Esse eixo fala muito a respeito da nossa capacidade intelectual, e durante essa lunação teremos energia para avaliar nossas formas de comunicação e de busca por novos conhecimentos. Esse é o eixo em que percebemos como nos transformamos através do saber. Quando a Lua Nova ativa nossa casa III temos uma concentração de forças para nos comunicarmos e negociarmos aquilo que sabemos. Todas as atividades de troca são potencializadas, e se temos consciência de onde estão nossos problemas de comunicação com o entorno, podemos aproveitar para melhorar essa área de nossa vida. Desde aquele workshop de oratória ou aquela conversa que queríamos ter com o vizinho, até o bazar que queríamos organizar para vender o que não usamos mais ou a feira que sempre pensamos em ir para encontrar o que queremos por um preço mais baixo, são atividades propiciadas por essa conjunção de Sol e Lua. Esse também é um bom momento para retomar a comunicação conosco mesmo, voltando a escrever aquele diário no fim do dia ou a anotar os sonhos pela manhã. Na Lua Cheia que ilumina nossa casa IX vamos perceber como nosso horizonte se expandiu através das trocas pessoais, pois quanto mais e melhor conseguimos trocar informações com as pessoas - e conosco mesmos, claro! - mais facilidades teremos na hora de planejar uma viagem, buscar uma especialização ou mesmo transmitir e exercitar nossa filosofia de vida. Os problemas de dissociação dessas áreas em nós podem trazer muita confusão nessa Lua Cheia, e ninguém entende o que falamos, nosso orientador diz que nossa tese é um equívoco e lemos o mapa ao contrário, indo parar no lado oposto de onde queríamos ir naquela viagem. O que quero dizer é que a Lua Cheia na casa IX vai mostrar o quanto os nossos Grandes Conhecimentos (que vemos assim, com letras maiúsculas), são resultado também de nossa comunicação cotidiana, e por isso não pode estar dissociada dela. Já durante a Lua Nova em nossa casa IX temos energia para retomar aquele estudo ou grupo de estudos, começar um curso superior ou planejar aquela viagem para o exterior, e nos arriscarmos a expor aquilo que sabemos e acreditamos ser importante. Nossa necessidade de novos horizontes é energizado por essa conjunção de luminares, e podemos aproveitar essa força para iniciar nossos desejos nesse sentido. Os resultados do que foi plantado aqui poderão ser colhidos na nossa vida cotidiana durante a Lua Cheia que iluminará a casa III. O aumento de nossos conhecimentos faz com que tenhamos mais figurinhas para trocar com mais tipos de pessoas, se conseguimos sincronizar essas duas áreas de nossa vida. Mas se essas áreas estão dissociadas, você pode ficar bem irritados por estar cercado de pessoas que querem discutir a novela das 8 enquanto você está interessado mesmo é na República de Platão - ou vice-versa -, o que acaba provocando isolamento e/ou críticas destrutivas. Assim, aprendemos que não compramos flores no açougue ou carne no florista, e isso não é culpa nem do açougueiro nem do florista. Se conseguimos perceber isso, essa Lua Cheia pode trazer muito prazer de se sentar no bar e beber sem se preocupar com a profundidade relativa da conversação. Muitas vezes é através do comentário bobo feito sobre uma cena da novela que temos um grande insigh a respeito daquela parte da tese de doutorado que parecia sem saída.

Lunação no Fundo do Céu e no Meio do Céu
Essa também é uma lunação bem importante no nosso ano, pois energiza as nossa origem familiar e aquilo que queremos objetivar e construir na nossa vida social. Se colocarmos a imagem de uma árvore nesse eixo, essa Lunação mostrará o quanto a beleza da floração no alto da copa de nossa árvore está diretamente ligada à saúde das nossas raízes, assim como a força das raízes tem muito da sua vitalidade através da energia solar recolhida pela copa. Quando a Lua Nova energiza nossa casa IV temos oportunidade de, olhando para nossos vínculos familiares, perceber melhor como nos sentimos na intimidade com aqueles que partilhamos nossa casa - a família que construímos - e também aquilo que trazemos de nossa família de origem. É interessante estar percebendo como você se sente com a idéia de família, o que ela abrange em sua vida, e como ela te traz segurança emocional ou não. Esse é um bom momento para finalmente cumprir a promessa de ir ao Parque com as crianças ou de ir ver os pais no domingo. Se você puder visitar aquela tia avó velhinha e cheia de histórias a respeito dos seus avós e de seus pais adolescentes, isso pode te dar um monte de insights que melhorem os vínculos com os seus. E mesmo que você more em uma comunidade de amigos, esse pode ser um bom dia para fazer um churrasco e perceber o quanto há nos seus amigos traços de sua família de origem. A Lua Cheia trará os resultados da maneira como tratamos nossas raízes, e claro que os problemas que temos com nossos pais acabarão aparecendo em nossos chefes e também na maneira como nos vêem nossos subordinados. Quando a Lua Cheia está ativando o ponto mais alto de nosso mapa podemos ver as influências emocionais inconscientes atuando na estrutura que estamos construindo no mundo. É por isso que, se nos nutrimos de maneira saudável através de nossos vínculos familiares, poderemos colher nessa Lua Cheia uma maior tranqüilidade na hora de expressar nossa autoridade e, muitas vezes, é nesse momento que vamos ser reconhecidos pelo trabalho duro e consciente que fizemos para alcançar aquilo que queremos no mundo. Do mesmo modo, se estamos muito dissociados por essas duas áreas de nossa vida e temos a fantasia que podemos escapar dos problemas de nossa vida familiar através da autoridade que conquistamos no mundo, essa Lua Cheia pode ser particularmente difícil, já que os resultados dessa dissociação costumam trazer confusões emocionais e brigas no trabalho capazes de derrubar muitas das coisas que estávamos construindo em nossa escalada social. Já na Lua Nova que energiza nosso Meio do Céu, o Sol e a Lua estarão potencializando nossos objetivos mais altos, portanto é o momento para iniciar os projetos mais ambiciosos e plantar aquilo que queremos ver reconhecido pela sociedade que fazemos parte. Isso pode significar desde se sentir capaz de aceitar mais responsabilidade no trabalho ou enviar o paper para o Congresso que se quer participar, até mandar para um editor o manuscrito daquele livro escrito e arquivado na gaveta que você encontrou sem querer essa semana. Quando a Lua Cheia brilhar na sua casa IV, e mostrar os reflexos inconscientes do que você plantou no mundo, você poderá curtir sua família com a consciência de estar fazendo a sua parte na construção da sociedade, trazendo momentos muito gostosos e nutridores com aqueles que você ama. Caso contrário, se você estava plantando a fuga do seus vínculos afetivos, as Eríneas, protetoras da honra do clã, irão reclamar seu quinhão, e você se verá sem lugar para descansar da labuta no mundo. As lunações que envolvem nosso FC e nosso MC ensinam que a alegria de conquistar o mundo é proporcional à alegria de ter um lugar para descansar depois da vitória.

Lunação nas Casas V e XI
Nesse eixo vemos tanto a nossa necessidade de nos sentirmos únicos e criativos, nos divertindo com aquilo que gostamos independentes do que os outros gostam ou querem, e como participamos dos nossos grupos de amigos e de interesses comuns, onde temos que pensar no bem coletivo mesmo que isso não concorde com nossos gostos pessoais. Um bom exemplo para entender essa dinâmica é se imaginar jogando bola: se você está jogando com a parede, pode ficar o tempo todo com a posse de bola, mas se jogar uma pelada com os amigos na praia e ficar segurando a bola, vai acabar prejudicando o jogo e perdendo os amigos, por mais criativas que sejam as suas jogadas. Quando a Lua Nova traz força para nossa casa V, nossa energia criativa pode ser aproveitada para nos divertimos com a vida, sendo utilizada de maneira artística material, criando pinturas, esculturas, música ou o que seja, ou simplesmente fazendo coisas que dão alegria, como sair para jantar à luz de velas e depois dançar com @ namorad@, ir viajar ou escalar uma montanha, tirar o dia para ficar surfando ou lendo na praia. O signo que rege nossa casa V pode dar muitas dicas sobre o que fazer. Muitas pessoas - inclusive astrólogos - não dão a devida importância para essa área da vida, mas é através das coisas que gostamos e temos prazer em fazer que nossa identidade ganha substancia e sustentação. Hobbes, romances e filhos - os atributos tradicionais da casa V -, são as coisas que ganham a nossa assinatura - sim, filhos também - e que temos orgulho de mostrar. É exatamente porque temos o prazer de brincar nessa casa, que vamos dar aquilo que temos de melhor na sua realização. As dissociações e dificuldades que plantamos nessa área de nossa vida irão aparecer nos reflexos da Lua Cheia em nossa casa XI. Se não oferecemos oportunidade para nutrir nossa necessidade de diversão e criatividade, reconhecendo e valorizando nossa individualidade, vamos querer que o grupo faça isso por nós, e essa Lua trará o sentimento de que todo mundo é muito egoísta por não nos dar a oportunidade para nos expressarmos, fazendo do encontro social algo que gera tensão em vez da oportunidade de compartilhar nossa humanidade comum. Se temos essa questão melhor resolvida, porém, essa Lua traz exatamente o desejo de compartilhar o que temos de melhor com aqueles que qualificamos como iguais e que alimentam aquilo que realmente somos. Sair com os amigos se torna não apenas divertido, mas também ajuda em nossa fé na Humanidade. Na Lua Nova da nossa casa XI temos energia para investir em nossos grupos sociais, o que significa força para começar desde aquele trabalho voluntário que tanto se queria fazer, quanto ir buscar aquele amigo que as tarefas cotidianas acabaram afastando do convívio mas que você sente falta de quando se encontravam e tinham tanta coisa para conversar. Essa é uma conjunção de luminares que possibilita olhar para os grupos que freqüentamos de modo a perceber onde queremos investir mais energia e onde perdemos o interesse e não vale mais a pena estar. Quando a Lua Cheia refletir e iluminar nossa casa V veremos de que modo estamos utilizando os nossos grupos inconscientemente, e, se esse eixo estiver equilibrado internamente, teremos mais prazer em ser quem somos e em dar nossa contribuição pessoal, de modo que os encontros sociais podem ser bem prazerosos. Do contrário, se ainda não conseguimos equilibrar essas duas esferas de vida, na Lua Cheia vamos cobrar aquilo que demos para a coletividade, muitas vezes nos tornando irresponsáveis como uma criança birrenta. Aí podemos querer seduzir @ líder do grupo para conseguir vantagens, faltar na reunião importante para ir pescar ou simplesmente nos isolarmos porque ninguém nos entende mesmo.

Lunação nas Casas VI e XII
Essa é uma lunação muito interessante de ser observada, e pode ser usada para todos os tipos de purificação que queremos fazer conosco. Quando temos a Lua Nova em casa VI há uma concentração de forças para fazermos as desintoxicações físicas que necessitamos. Tradicionalmente se atribui a essa casa as questões de trabalho e saúde, por serem as duas coisas que nos dão autonomia na vida. A lunação que começa em casa VI, então, pode ser aproveitada para iniciar o combate àquilo que nos aprisiona, como vícios ou noites mal dormidas, kilos a mais ou ingestão de muitas bobagens alimentares. O mais interessante nesses dias é prestar atenção no que se come, buscando coisas mais leves e saudáveis, dormir bem e ficar atento para como se cuida e se utiliza o corpo físico. Geralmente temos também mais energia para o trabalho e conseguimos focar nossas tarefas de maneira a conseguir maior eficiência. Já na Lua Cheia que iluminará a casa XII, teremos os resultados “internos”, daquilo que plantamos na casa VI, que virá em forma de confusão, stress e sobrecarga emocional, se não nos cuidamos ou trabalhamos demais, ou da possibilidade de entender e aprofundar o contato com nosso Self, se estamos olhando para nós mesmos com maior cuidado. Essa é uma boa Lua Cheia para se fazer uma fogueira na praia e praticar mantras. Já na Lua Nova que concentra forças na nossa casa XII, temos energizada nossa área mais inconsciente e é um bom dia para se começar ou voltar a praticar meditação. Mesmo que não se seja adepto de nenhuma prática desse tipo, é bom se dar um tempo para ficar sozinho e em silêncio para ver como vai sua vida espiritual, colocar um incenso na casa, acender uma vela para Aquilo que se acredita ou fazer um pequeno ritual honrando as forças invisíveis que nos sustentam. Na Lua Cheia que ilumina a casa VI podemos ter insights em nosso trabalho advindos do inconsciente honrado na Lua Nova, ou ficarmos muito sem foco e não conseguirmos nos concentrar, criando bastante confusão no nosso cotidiano, comendo mal, dormindo pouco e nos apegando mais ainda aos nossos vícios.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Trânsitos de Sol e Lua: O Passeio dos Luminares

Quando fazemos a leitura de um mapa e verificamos os trânsitos, geralmente desprezamos os movimentos de Sol e Lua por eles serem muito rápidos e difíceis de se lidar de maneira consciente. A Lua muda de signo a cada 2 dias mais ou menos e o Sol a cada mês. Nesse sentido, seus trânsitos não ajudam a entender ou resolver problemas de longo prazo, mas podem nos revelar muito a respeito de nossos estados de espírito e ajudar no movimento cotidiano. É interessante notar principalmente as Lunações, ou seja, os momentos em que Lua e Sol se encontram em conjunção - Lua Nova - e em oposição - Lua Cheia. Essa dança de encontro e oposição entre os luminares no céu, onde o Lua funciona como mediadora da luz solar para a Terra, vai marcando o ritmo de nossa vida durante o ano. É por isso que temos tantos rituais marcando as luas novas e cheias em todas as culturas durante a história humana, e ainda em nossos dia encontramos reflexos disso em rituais esotéricos. Podemos entender muito sobre a dualidade em que vivemos - masculino/feminino, certo/errado, saúde/doença, ativo/passivo, etc. - através das lunações, percebendo que hora estamos mais fechados, hora mais abertos, hora estamos plantando, hora buscamos a colheita. Sabendo em que áreas de nossa vida as lunações estão acontecendo, é possível planejar esse movimento de maneira a obter maior consciência, principalmente naquelas lunações que envolvem outros planetas de nosso mapa Natal.

Amanhã, por exemplo, dia 26 de janeiro, estamos tendo uma Lua Nova a 6°30’ de Aquário, onde, além do Sol e da Lua, temos também Júpiter em conjunção. Veja no mapa em que área da sua vida essa conjunção está ocorrendo e tente ver como você lida com as questões dessa casa e o que você gostaria de modificar ali. Na área de nossa vida regida pelo signo de Aquário, temos uma tendência a ser “coletivos”, gostar de trocar idéias com nossos grupos de amigos, e onde temos esperança na Humanidade e em nossa capacidade de resolver as coisas de maneira racional. Na Lua Nova temos uma grande concentração de energia, que podemos usar para mudar aquilo que não nos satisfaz naquela área específica de nossa vida, empreendendo novos começos. Toda Lua Nova é uma fase de renovação, que estimula a casa em que se realiza. A ativação de planetas pela Lua Nova é especialmente importante, seja através de conjunção, oposição, quadratura ou trígono, principalmente, e um ótimo momento para conscientizar e reorientar esses pontos ativados de maneira benéfica. Então, se você tem algum astro em signo de Ar (em Gêmeos, Libra ou Aquário) ou em signos Fixos (Touro, Escorpião, Aquário ou Leão) preste atenção no seu estado de humor e tente perceber como funciona a dinâmica das áreas de sua vida envolvidas nessa lunação. Lua Nova é o momento de agir. Assim sendo, se você tem algo novo para começar nessa área de sua vida, esse é o momento. A Conjunção do nosso luminar emocional e inconsciente com o luminar da consciência individual traz um momento de força para nossa integração interior, e é por isso que a possibilidade de renovação e de uma nova forma de encarar a vida pode ser plantada nesse momento. Se você for acompanhando as lunações através do seu mapa natal, com certeza vai poder perceber uma continuidade nas decisões tomadas na Lua Nova ou sendo postas em prática nesses momentos, até que essa nova postura se torne algo natural.

Já na Lua Cheia temos uma dispersão de energia, e o que você irá ver nesse momento será aquilo que, conscientemente ou não, foi plantado na Lua Nova. Na Lua Cheia esse luminar parece ser do mesmo tamanho que o Sol, e as forças do inconsciente ganham tanta força quanto as do consciente. Esse é um momento propício para meditações e reflexões que levem a um encontro com essas forças inconscientes disponíveis. Porém, aqui, temos a oposição entre o Sol e a Lua, um aspecto de tensão entre os luminares, e por isso nos confrontamos com questões de áreas que aparecem como dual em nossa vida, e podem trazer estresses quando olhadas desde o ponto de vista individual. A dificuldade em se lidar com essa dissociação aparece em muitas das estatísticas feitas em Lua Cheia, onde se vê um aumento da violência e de surtos psicopatológicos, cuja melhor imagem é a do Lobo escondido que vêm para fora e transforma aquele tranqüilo cidadão em Lobisomem. Esse é um momento em que podemos ver aquilo que estivemos guardando no inconsciente, e quanto mais agudas forem as divisões internas e a falta de integração, mais difícil será lidar com a Lua Cheia, que acaba ativando o isolamento e o medo interno. Entretanto se conseguirmos olhar para nossos problemas de integração de maneira holística e reflexiva, podemos ver soluções novas e aproveitar os insights vindos do inconsciente. Oposição é um aspecto que fala de relacionamento com um Outro, e por é isso que temos mais vontade de sair e realizar encontros sociais nesses dias quando estamos bem nas áreas iluminadas pela Lua Cheia.

Retomando o exemplo desse mês, na próxima Lua Cheia, dia 9 de fevereiro, teremos o Sol em Aquário, agora em conjunção com Netuno, em oposição à Lua em Leão, a 21° desses signos. Se você conseguiu ver as questões da área da sua vida regidas por Aquário na Lua Nova, na Lua Cheia você vai estar vendo como essas questões são refletidas na área oposta, regida por Leão. Se na casa onde temos Aquário queremos ter nosso grupo de amigos e afins para compartilhar nosso caminho Humano, na casa onde temos Leão queremos desenvolver nossa capacidade de sermos únicos e reconhecidos como especiais. Como podemos conciliar essas duas energias? Essa é uma Lunação em que podemos perceber as dificuldades de estar integrando a nossa individualidade no grupo, e também entender que o que dá movimento no grupo é o encontro de várias individualidades únicas e especiais em si mesmas. Preste atenção nisso na próxima Lua Cheia.

Semana que vêm vamos reabrir o boteco para falar das lunações nas casas.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Contatos de Primeiro Grau: Primeiro Precisamos Entender os Aspectos


Estive verificando que não é possível falar dos Trânsitos antes de entender os aspectos entre os planetas. Então aqui vamos entender como os planetas em contato estarão tentando se comunicar. Isso é importante porque quando falamos de um trânsito sobre o Sol, por exemplo, se no mapa natal ele está em contato com outro astro, o aspecto será ativado, portanto é preciso olhar para esse diálogo para saber como se estará funcionando nesse momento. Então aproveite que você está com seu mapa à mão, e verifique como os astros estão se relacionando em sua carta natal. Esse olhar é um pouco mais trabalhoso, mas vale muito à pena entender como isso funciona em você.

Quando se olha o zodíaco através das modalidades astrológicas - Cardeal, Fixa e Mutável - os signos se apresentam em cruzes, sendo cada signo de um elemento diferente. Assim, na cruz Cardeal temos Áries (Fogo)/Libra (Ar) e Câncer (Água)/Capricórnio (Terra); na cruz Fixa, Touro (Terra)/Escorpião (Água) e Leão (Fogo)/Aquário (Ar); e na Mutável Gêmeos (Ar)/Sagitário (Fogo) e Virgem (Terra)/Peixes (Água). Cada dupla está numa relação de oposição no zodíaco. Podemos traduzir isso como vibrações do mesmo tipo, ações do mesmo tipo, mas com objetivos e motivações diferentes. Áries/Libra, por exemplo, agem em uma direção definida e criam de modo direto, mas Áries baseia-se em sua própria identidade e valor pessoal - Fogo -, enquanto Libra age em função de sua percepção e de sua elaboração mental das associações com as outras pessoas - Ar. No outro eixo de opostos temos Câncer/Capricórnio, o primeiro agindo de modo direto através de suas emoções e valores (Água), e o segundo agindo de modo direto através de sua percepção da realidade material (Terra). O que se opõe nos eixos, portanto, é o tipo de percepção da vida. Desse modo, quando dois elementos do mapa - envolvendo planetas, o Sol, a Lua, ou o Ascendente e o MC - estão em oposição, a pessoa terá características de uma mesma vibração percebendo o mundo através de pontos distintos. Isso fica mais claro quando notamos que Fogo sempre faz oposição a Ar e Terra sempre faz oposição a Água. O princípio motivador de Fogo é a fantasia a respeito do mundo e de si mesmo, a expressão pessoal, heróica, livre e única; o princípio da harmonia coletiva é que orienta Ar, que se motiva pela percepção ideal e abstrata que constrói do mundo e do relacionamento humano. Esses princípios se opõem na hora de agir, pois Fogo buscará as manifestações únicas de sua vida e o Ar buscará as manifestações coletivas e abstratas. Do mesmo modo, o princípio motivador de Água será a realidade emocional que percebe, fazendo-o buscar as verdades da alma em suas ações, enquanto a Terra agirá através da realidade concreta e prática que percebe no mundo compartilhado. Observando mais de perto vemos que, muito mais do que opostos, esses princípios são complementares. Quando uma pessoa tem elementos de seu mapa em oposição ela pode se sentir confusa entre dois tipos de percepção, pois suas motivações parecem se opor, e é preciso um trabalho de conscientização para que possa agir de modo equilibrado, nem tanto à terra, nem tanto ao céu. A oposição envolve elementos harmônicos mas que sofrem de sobrestimulação, criando falta de objetividade, já que a dificuldade de se conciliar opostos internamente faz com que se projete um dos pontos no mundo ao mesmo tempo que há uma identificação em excesso com o outro ponto. Por isso dizemos que a oposição é um desafio na área das relações pessoais, onde precisa haver um esforço extra para se distinguir o que é pessoal e o que pertence realmente ao outro, incorporando aspectos distintos da personalidade. A oposição acontece sempre que dois pontos do mapa estão à uma distância de 180°, com uma margem de 8° a mais ou a menos.
Já a quadratura (ângulo de 90°) é um aspecto entre elementos "desarmônicos" (Fogo e Ar com Terra e Água e vice-versa), exigindo muito mais energia para integrar aspectos tão divergentes, sendo que o sentimento mais comum envolvido é o de frustração. Se voltarmos às cruzes das modalidades, lembraremos que dentro de cada vibração existe um modo diferente de expressão, simbolizado pelos elementos. Na cruz cardeal, por exemplo, Áries se põe como único, Câncer como familiar, Libra como sócio e Capricórnio como autoridade. Se exigirmos de Áries, que quer ser único, que se oriente também pelos laços familiares, ele irá se frustrar; se exigirmos que ele se mostre como autoridade, que tenha sua identidade justificada pelo coletivo, teremos tensão. Vejamos Libra, que quer se associar de modo pessoal e igualitário com alguém de fora: a base emocional familiar pode prendê-lo e a ambição pessoal pode precisar de uma autoridade e determinação que tenciona a necessidade de relação entre iguais. Se pensarmos em Câncer e Capricórnio teremos os problemas contrários. As dores e dificuldades das quadraturas parecem estar ligadas a uma dificuldade interna para entender os erros e consertá-los, por isso acabam gerando repetidamente situações onde as coisas - dependendo dos astros e das casas envolvidos - parecem não funcionar como deveriam, e por isso se é forçado a agir de modo consciente para alterar as condições insatisfatórias - sejam interiores ou exteriores. Se não enfrentamos esse desafio, vivemos num estado conturbado de frustração que esgota as energias.
As dificuldades das oposições e quadraturas podem ser compreendidas através das formulações feitas por Jung a respeito dos arquétipos da sombra e do par anima/animus, que, em sua experiência, mais nitidamente influenciam e perturbam o eu, a personalidade consciente, e que, por não serem integradas, são projetadas no mundo: “uma pesquisa mais acurada dos traços obscuros do caráter, isto é, das inferioridades do indivíduo que constituem a sombra, mostra-nos que esses traços possuem uma natureza emocional, uma certa autonomia e, conseqüentemente, são do tipo obsessivo, ou melhor, possessivo. A emoção, com efeito, não é uma atividade, mas um evento que sucede a um indivíduo. Os afetos, via de regra, ocorrem sempre que os ajustamentos são mínimos e revelam (...) uma certa inferioridade e a existência de um nível baixo da personalidade. Nessa faixa mais profunda o indivíduo se comporta (...) não só (como) vítima abúlica (que sofre de patologia caracterizada pela perda da vontade) de seus afetos, mas revela uma incapacidade considerável de julgamento moral. Com compreensão e boa vontade, a sombra pode ser integrada de algum modo na personalidade, enquanto alguns traços, (...), opõem obstinada resistência ao controle moral, escapando portanto a qualquer influência. De modo geral, estas resistências se ligam a projeções que não podem ser reconhecidas como tais e cujo conhecimento implica um esforço moral que ultrapassa os limites habituais do indivíduo. (...). Suponhamos que um determinado indivíduo não revele tendência alguma para tomar consciência de suas projeções. Nesse caso, o fator gerador de projeções tem livre curso para agir, e, se tiver algum objetivo, poderá realizá-lo ou provocar o estado subseqüente que caracteriza sua atividade. (...) Não é o sujeito que provoca a projeção, mas o inconsciente. A conseqüência da projeção é um isolamento do sujeito em relação ao mundo exterior, pois em vez de uma relação real o que existe é uma relação ilusória. As projeções transformam o mundo externo na concepção própria, mas desconhecida (inconsciente). Por isso, no fundo, as projeções levam a um estado de auto-erotismo ou autismo, em que se sonha com um mundo cuja realidade é inatingível. O sentimento de incompletude que daí resulta, bem como a sensação mais incômoda ainda de esterilidade são explicados, de novo, como maldades do mundo ambiente e, com este círculo vicioso, se acentua ainda mais o isolamento”. Essa é a forma mais comum que as quadraturas e oposições acabam tomando e por isso o trabalho de conscientização se torna tão importante, pois, de outro modo, a pessoa irá sofrer um isolamento que pode ser esmagador.
Outro aspecto importante e desafiador em um mapa é a conjunção, principalmente se estão envolvidos planetas pessoais - Sol, Lua, Vênus, Mercúrio e Marte - ou o Ascendente, pois indica uma intensa fusão e interação de energias vitais. As conjunções com elementos pessoais irão caracterizar uma dimensão da vida muito mais consistente e que necessita mais de expressão significativa do que qualquer outro aspecto, sendo que a chave para isso costuma ser a ação e a autoprojeção, já que esse fluxo concentrado de energia se dará através da expressão pessoal. Esse, porém é o aspecto que mais depende daquilo que está envolvido, pois enquanto a conjunção de Vênus e Júpiter, por exemplo, pode significar um charme expansivo e uma fé nos relacionamentos afetivos, a conjunção de Vênus e Saturno poderá significar exatamente o contrário.
O quincúncio - também chamado de inconjunção - é a distância de 150° entre dois pontos do mapa e está ligado à experiências de compulsão com relação às energias envolvidas, que precisam ser disciplinadas para que a pessoa se transforme nas áreas indicadas. Com freqüência a expressão de um fator envolvido depende da expressão do outro, e a pessoa pode sentir que é difícil satisfazer uma necessidade sem ter que enfrentar também a outra. Para destrinchar essas energias é necessário um sutil ajustamento da perspectiva pessoal. Como esse aspecto, porém, age de modo mais discreto, é mais difícil de ser percebido, e a pessoa costuma não se dar conta, principalmente se houverem outros aspectos mais fortes. O quincúncio costuma ser um aspecto bem irritante, porque, de alguma maneira, acontece uma atração. Os signos em quincúncio têm, cada um, o que falta no outro, então, subitamente, eles passam a se repelir, mais ou menos como uma amizade em que duas pessoas tentam realmente se gostar e algumas vezes chegam até a conseguir, mas, de alguma forma, sempre restam algumas lembranças desagradáveis no fim da noite. Um bom exercício para se entender isso é imaginar uma conversa entre os signos em quincuncio: Áries com Virgem e Escorpião; Touro com Libra e Sagitário; Gêmeos com Escorpião e Capricórnio; Câncer com Sagitário e Aquário; Leão com Capricórnio e Peixes; Virgem com Aquário; Libra com Peixes. Eles até serão capazes de se compreender, mas sairão bem irritados da conversa.
Esses são os quatro aspectos considerados desafiadores ou dinâmicos, chamados maléficos pela astrologia tradicional por trazerem dificuldades. Eles correspondem à experiências de tensão interior e levam, regra geral, à construção de um tipo de ação definida ou, pelo menos, ao desenvolvimento de uma maior consciência das áreas envolvidas, pois é necessário assumir responsabilidades e trabalho consciente para absorver a intensidade total das energias libertadas. Daremos agora algumas linhas de orientação geral para os cinco astros pessoais e para Júpiter e Saturno em aspectos desafiadores, como indicadores de tendências, dependências e ligações que eles apresentam sob tensão:
- Sol : demasiada preocupação em ser alguém especial;
- Lua : demasiada ligação com o passado e com a família e ilusões no sentido de esperar que o mundo e as pessoas sejam perfeitas - Maia;
- Mercúrio: demasiado orgulho intelectual e mental, dificuldade de entender outros pontos de vista;
- Vênus: demasiada dependência do conforto físico, da satisfação emocional e dos outros em geral;
- Marte: demasiada tendência para a ação e para a competição com o outro, dificuldade para perceber quando parar e para desistir do que não vale mais a pena lutar;
- Júpiter: exagero, falta de humildade, ênfase exagerada na idéia de liberdade;
- Saturno: demasiada dependência da aprovação social, do poder, da autoridade e da reputação.
Na astrologia tradicional o trígono (distância de 120°) e o sextil (distância de 60°) são os aspectos entre dois pontos do mapa que fluem de modo benéfico, ou seja, funcionam como conservadores de formas (enquanto os aspectos “maléficos” são destruidores de formas). Isso significa que, enquanto os aspectos desafiadores e dinâmicos funcionam como libertadores de energia, que criam mudanças na vida das pessoas, os aspectos harmônicos de trígono e sextil trazem estabilidade no fluxo energético. Isso por que esses aspectos se dão entre pontos do mapa em signos do mesmo elemento (trígono) ou entre elementos compatíveis (sextil) - Fogo com Ar e Terra com Água. Um trino representa um fluxo de energia fácil (e às vezes indisciplinado) por canais estabelecidos de expressão, por tanto mostram onde não há necessidade de ajustamentos ou novas estruturas para se utilizar a energia de modo criativo. Os astros e pontos do mapa envolvidos em trino revelam dimensões da vida e energias específicas que são naturalmente integradas e fluem sem necessidade de maior consciência. Contudo isso pode significar muito mais uma forma de ser do que de fazer, já que, geralmente, a pessoa confia nas capacidades e talentos mostradas no aspecto de modo meio mágico, e não se sente estimulada para fazer o esforço necessário ao uso construtivo da energia envolvida, podendo permanecer completamente inconsciente da própria riqueza se não for encorajado pelos outros a usá-las. Essa facilidade de fluxo dão indicações sobre o que o indivíduo faz para se divertir e se tranqüilizar, e, para a astrologia kármica, mostra o que foi desenvolvido através de muitas vidas, o que explicaria essa facilidade no presente. Na prática, esse aspecto pode ajudar em momentos de crises ou acontecimentos muito difíceis na vida de alguém, pois quando estamos muito cansados dos esforços de conscientização, o trino mostra onde buscar energia e tranqüilidade. O sextil, por sua vez, é um aspecto de flexibilidade, de compreensão potencial e de abertura para o novo, sendo um aspecto basicamente mental, embora os planetas envolvidos devam ser levados em conta quanto a isso. O mais importante desse aspecto é que ele mostra áreas da vida onde a pessoa pode cultivar não só um novo nível de compreensão, mas também um profundo grau de objetividade a respeito de si e do mundo, o que leva a um sentimento importante de liberdade.

Resumindo, podemos dizer que as energias harmônicas são conservadoras das formas dadas pelos elementos compatíveis entre si (Fogo reforça Fogo e Ar, Ar reforça Ar e Fogo, Terra reforça Terra e Água, e Água reforça Água e Terra), pois se pensarmos em termos simbólicos os elementos, o Fogo dá mais energia ao Fogo e torna o Ar quente, ou seja, mais leve; o Ar ganha força com mais Ar e alimenta o Fogo; a Água ganha volume com mais Água e é canalizada pela Terra; a Terra se torna mais sólida com mais Terra e fica fértil com a Água. Já nos aspectos dinâmicos, quando envolvem signos Cardeais, a energia liberada manifesta-se em desassossegos e impulsos irrefreáveis para a ação e para o enfrentamento de crises, fazendo com que a pessoa se encha de planos e persiga uma direção até que consiga se definir. Quando estão presentes signos Fixos temos a indicação de modelos de hábitos profundamente enraizados que geram teimosia, mas também uma capacidade única de concentração e uma determinação invulgar para se resolver as coisas. Quando estão envolvidos signos Mutáveis a energia se liberará principalmente através da variedade de interesses e de experiências que são buscadas para satisfazer a ânsia individual de novos conhecimentos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Trânsitos - A Dança dos Planetas

Estamos de volta às postagens regulares, apesar de Mercúrio estar retrógrado e isso atrapalhar bastante atividades mentais, trabalhos com papéis e burocracias em geral, além de ter dado alguns problemas no meu computador. Mas são coisas que se resolvem com paciência e cuidado. Esse ano, depois de ter falado de todos os signos, planetas e da maioria dos pontos fixos, vamos fazer o mapa se mexer, vendo os trânsitos dos astros, as progressões e direções.

Os trânsitos nos falam dos movimentos dos astros sobre o nosso mapa, e, desse modo, como o “céu está agindo sobre nós”, influenciando nossas vidas e nos mostrando formas de crescimento. Quando olhamos para o passado e lembramos das fases de crise e/ou mudanças em nossas vidas, veremos que no céu havia um ou mais planetas ativando nossa carta natal e nos fazendo tomar consciência de partes de nossa personalidade mais energizadas naquele momento. Por isso os trânsitos marcam momentos de crescimento e de crise. A maioria das teorias pedagógicas e psicológicas, que pensam sobre o desenvolvimento humano, falam de fases de crescimento, dos “terríveis” 2 anos, das processos de 7 anos, da crise dos 30 e dos 40 anos, etc. Astrologicamente, falamos do ciclo de Marte ou de Saturno, quando Marte ou Saturno voltam a passar no mesmo ponto em que estavam no dia no nascimento, da oposição de Urano no céu com o Urano do mapa e da quadratura de Netuno no céu com o Netuno natal, etc. Além dessas fases pré-determinadas, que todos nós passamos e vamos passar nas mesmas idades, temos também nossas crises “individuais”, digamos assim, quando os astros ativam pontos do mapa diferentes deles mesmos, o que pode ocorrer em qualquer idade. Esse ano, por exemplo, temos Júpiter entrando em Aquário, energisando e expandindo qualquer coisa que se encontre nesse signo. Assim, os que têm Sol ou Lua em Aquário vão se sentir mais otimista e com mais fé na vida, que se traduz em necessidade de expansão e algum exagero também; quem tem Marte nesse signo pode sentir mais força para agir e conseguir superar os obstáculos para ação com maior facilidade; etc. Além disso, todos temos o signo de Aquário no mapa, e a casa onde esse signo se encontra também estará em expansão, mostrando uma área de nossa vida onde também teremos as influências desse planeta durante o ano.

O movimento celeste, então, mostra como os planetas, a Lua e o Sol, passando sobre a carta natal e fazendo aspectos (conjunção, sextil -30° -, trígono - 120°, quadratura - 90° - e oposição 180°) com elementos do nosso mapa, nos faz lidar com as energias em movimento dos processos de crescimento e de compreensão de nós mesmos e do mundo. Uma metáfora usada para mostrar a ação de um trânsito é a de uma plantação, onde primeiro se ara a terra, depois se espalha a semente, então cuidamos daquilo que está nascendo e colhemos seus frutos. Nesse sentido, utiliza-se uma órbita aproximada de 10 graus antes do aspecto exato para efeito de plantio, e uma órbita de 10 graus após o aspecto exato para efeito de colheita.

Os astros conhecidos como pessoais têm ciclos, ou seja, passam por todos os signos do zodíaco, rapidamente: A Lua tem um ciclo aproximado de 28 dias e o Sol de um ano. Mercúrio acompanha o Sol, e seu ciclo é de pouco mais de 1 ano. Vênus tem um ciclo de um ano e meio aproximadamente, e Marte completa sua volta pelo zodíaco em mais ou menos 2 anos.

Júpiter e Saturno são planetas que falam de nossa individualidade no contexto social, e costumam ser bem mais sentidos e mais conscientemente expressos por demorarem mais tempo em cada signo, o que dá tempo suficiente para se entender e trabalhar com eles: Júpiter fica cerca de 1 ano em cada signo, em um ciclo de 12 anos, e Saturno cerca de 2 anos e meio em cada signo, com seu famosíssimo ciclo de 29 anos.

Os planetas coletivos, Urano, Netuno e Plutão, têm ciclos bem longos, estão ligados à transformação de consciência de toda a humanidade, e são sentidos individualmente através de crises realmente transformadoras, normalmente acompanhadas de medo e insegurança do ego, pois se sente a necessidade de mudança mas não se sabe o que vai resultar disso. Apenas o ciclo de Urano, de 84 anos, é possível de ser acompanhado inteiro em uma vida humana. Tanto Netuno, com um ciclo de 168 anos, quanto Plutão, com ciclo de 248 anos, geram momentos únicos em nossas vidas. E garanto que são suficientes para mudar toda uma existência.

Então, à partir da semana que vêm, mapa na mão para entender o que está acontecendo na sua vida hoje e assim aproveitar bem as luzes planetárias.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

2009 - UM ANO SOLAR

“Além disso, não precisamos correr sozinhos o risco da aventura, pois os heróis de todos os tempos a enfrentaram antes de nós. O labirinto é conhecido em toda a sua extensão. Temos apenas de seguir a trilha do herói, e lá, onde temíamos encontrar algo abominável, encontraremos um deus. E lá, onde esperávamos matar alguém, mataremos a nós mesmos. Onde imaginávamos viajar para longe, iremos ter ao centro da nossa própria existência. E lá, onde pensávamos estar sós, estaremos na companhia do mundo todo.”
Joseph Campbell - O Poder do Mito.

Depois de 2 anos encontrando nossos desafios externos, com a regência de Júpiter em 2007 e de Marte em 2008, vamos agora encontrar aquilo que nos dá vitalidade interna em 2009, com a regência do Sol para esse ano.

O Sol, como centro do sistema em que vivemos, é símbolo do nosso desenvolvimento mais pessoal, da nossa busca por expressar no mundo o que temos de melhor. Na consciência solar encontramos nosso herói, que se sabe único e destinada a algo especial. O herói, no início, não se reconhece heróico, apesar de uma sensação de ser diferente daqueles que o cercam. Mesmo assim, responde ao chamado da aventura e acaba desenvolvendo esse potencial durante o caminho. Olhando para o Sol, no nosso mapa, podemos ver que tipo de aventura e desafio nosso herói encontra nesse processo.

Em um ano solar recebemos “inspiração”, digamos assim, para tomarmos consciência dessa dimensão interna. Prestar atenção às situações em que somos chamados para a aventura de nos tornarmos nós mesmos e desenvolvermos o potencial criativo que nossos desejos intuem, é a melhor maneira de aproveitar essa inspiração.

Mas, mesmo com todas as promessas de Luz e encontro com o centro criativo que esse ano promete, o primeiro passo a ser dado para aproveitar essa força é aceitar a solidão que ela implica. Ser “especial”, significa compreender que estamos sozinhos quando decidimos seguir nosso próprio caminho. Recebemos muita ajuda de todas as dimensões para cumprirmos nossas tarefas, mas a decisão é solitária, e sem nenhuma garantia para o ego de que conseguiremos conquistar esse prêmio tão valioso, apenas uma vaga sensação de destino a ser cumprido. A percepção disso ajuda a diferenciar o impulso solar do impulso lunar: através da Lua nos sentimos fazendo parte do nosso entorno, da família, da sociedade, buscamos a segurança de nos sentirmos amados e protegidos, vamos atrás daquilo que nos nutre; através do Sol nos sentimos únicos e buscamos a aventura da vida, projetando o melhor que podemos dar ao mundo. Essa escolha de se separar daquilo que é conhecido por causa de algo que nos chama interiormente não é, portanto, um ato de rebeldia e sim um ato de amor, e é por isso que receberemos tanta ajuda e força para nossa jornada.

Aproveitemos esse ano solar para iluminar, ou seja, colocar consciência, em todas as crenças errôneas que nos enchem de medo de atender ao chamado da aventura da vida, da busca por nós mesmos. É sempre possível recusar esse apelo interno, pois a nobreza e integridade solar implicam em escolher livremente esse caminho e aceitar seus riscos, em vez de culpar os outros e/ou o mundo pelas dificuldades encontradas. Mas, como nos diz Joseph Campbell: “Com freqüência na vida real, e com não menos freqüência nos mitos e contos populares, encontramos o triste caso do chamado que não obtém resposta; pois sempre é possível desviar a atenção para outros interesses. A recusa à convocação converte a aventura em sua contraparte negativa. Aprisionado pelo tédio, pelo trabalho duro ou pela “cultura”, o sujeito perde o poder da ação afirmativa dotada de significado e se transforma em uma vítima a ser salva. Seu mundo florescente torna-se um deserto cheio de pedras e sua vida dá uma impressão de falta de sentido - mesmo que, tal como o rei Minos, ele possa, através de esforço tirânico, construir um renomado império. Qualquer que seja a casa por ele construída, será uma casa da morte; um labirinto de paredes ciclópicas construído para esconder dele seu Minotauro. Tudo que ele pode fazer é criar novos problemas para si próprio e aguardar a gradual aproximação de sua desintegração.”

Esse é um trecho do livro O Herói de Mil Faces - Ed. Cultrix/Pensamento - SP - 10ª edição - 1997 - e eu recomendo calorosamente a leitura e releitura desse livro para esse ano solar que vamos entrar. Aliás, ótima pedida para amigos secretos e demais demandas de presentes de Natal.

Esse fim de ano de Marte ainda pode ser aproveitado para energizar nossa psique e abrir os caminhos que faltaram. Sasportas chama Marte de “capanga do Sol”, e se conseguimos aproveitar 2008 para encontrar nosso inimigo interno e abrir novas trilhas de ação, em 2009 será mais fácil o Sol caminhar com toda a sua majestade para nossa aventura de ser. Então, que venha o Sol, tão aguardado aqui em Santa Catarina, e que possamos ser especiais, e, assim, fazer a diferença.
Em janeiro volto às publicações regulares, e esse ano pretendo falar mais sobre a dança dos planetas. Até lá.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Palavras de Sabedoria

Viver no agora é viver na onda do tempo. Nessa dimensão, o tempo flui em certo movimento e ritmo. Esse movimento pode ser determinado por estações, dia e noite, pela posição dos planetas em relação à terra, e pela posição da terra em relação aos planetas, todos em movimento no espaço. Esses movimentos criam certas ondas rítmicas. Em pequeno grau, o homem, no curso da história, sentiu algumas dessas leis do movimento rítmico do tempo, como, por exemplo, na astrologia. Somente uma compreensão muito limitada foi alcançada nessa questão. Mas todos sabem e sentem e até expressam isso em termos de possuir “tempos bons” e “tempos difíceis”. Haverá um período em que as coisas vão bem, em que tudo que se inicia dá certo e dá bons resultados. A pessoa se sente mais livre que o usual, com um panorama esperançoso, apesar de condições problemáticas existentes. E então há tempos da curva em baixa da onda quando tudo parece dar errado. Qualquer um que persevere com um desejo sincero de todo o coração de olhar para si mesmo na verdade irá, cedo ou tarde, chegar a um ponto em que esses “tempos ruins” – que são literalmente a manifestação da desarmonia que o homem criou na sua relação com a dimensão temporal – garantirão tal vitória, tal compreensão que ele não mais experimentará a curva descendente do movimento do tempo como um período depressivo, chato ou desvantajoso. Pois cada momento da vida, verdadeiramente experimentado na realidade do agora, proporcionará uma aventura e excitamento de forma harmoniosa e pacífica, digna da essência da vida. Mas isso não pode ocorrer, a menos que você primeiro aprenda a avaliar e compreender a negatividade em você, e assim os seus “tempos ruins”. Então você estará na sua dimensão temporal. Então você experimentará qualquer coisa na realidade. E essa paz, essa âncora em você mesmo, não é algo que possa ser descrito. Não pode ser substituído com qualquer outra realização, estado ou objetivos aparentemente nobres e desejosos. É uma riqueza, e há riquezas contidas em cada alma individual. Elas são suas, basta a solicitação. Geralmente é triste para nós notar como os seres humanos tornam na direção errada, procurando esse contentamento que vagamente sentem que existe. Como vocês perdem literalmente tempo procurando soluções e satisfação na direção errada. Pois apenas quando a pessoa encontra o valor da sua riqueza interior ela parará de fugir dolorosamente do agora, e não mais estará longe de si mesma. Então ela não procurará seu sustento de outras fontes. Enquanto ela estiver dependente dessa fonte de vida exterior, ela tem que passar por todos os tipos de meios que diminuem e enfraquecem seu eu real ainda mais.
Palestra do Guia Pathwork 113, não publicada - Tradução: Mauro de Souza Pinto.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

FÉRIAS

Estamos completando 1 ano, e eu estou saindo por um período mais longo de férias. Comecei esse blog para organizar minhas anotações e estudos astrológicos, para que amigos, alunos e clientes pudessem ter mais informações sobre astrologia. Pouco a pouco, porém, ele foi se transformando em algo mais, graças às críticas, comentários, elogios e principalmente aos conhecidos e desconhecidos que tiveram confiança para abrirem seus mapas e se colocarem como exemplo, pelo blog ou em particular, mostrando inclusive suas dificuldades. Isso foi importante para reforçar que a astrologia e a análise de uma pessoa é algo muito mais complexo e interessante do que aparece no horóscopo de jornal, além de me trazer boas ilustrações de como se vive o céu. A todos vocês meu abraço cheio de gratidão.
Passamos por todos os 12 signos e seus regentes, e, sempre que possível, ainda demos umas passeadas pela estrutura astrológica e por assuntos menos divulgados. Se você, leitor amigo, está chegando agora e está em busca do seu signo, saiba que aqui fizemos tudo meio que de trás para frente, começando por Libra, em outubro de 2007, e terminando por Virgem, em setembro de 2008. Os planetas estão junto aos signos que regem, sendo que Vênus ficou perto de Libra, mesmo regendo também a Touro, e Mercúrio de Gêmeos, mesmo regendo também a Virgem. Nas publicações de “Astrologia de Boteco” - sem dúvida as que fizeram mais sucesso nesse ano -, você vai encontrar umas dicas básicas sobre como os planetas se manifestam nos 12 signos, para incentivá-lo a ter o desenho do seu mapa na mão e descobrir o que significam aqueles símbolos todos. Mas lembre-se que essa é uma astrologia de boteco mesmo, típica de manual astrológico, que só serve como ponto de partida para se pensar quem se é e apontar portas do seu mapa astral.

Ainda tenho muitas anotações, estudos e interesses astrológicos para expor, além de ter que completar alguns capítulos publicados que não tive oportunidade de terminar. Assim que voltar dessa peregrinação pretendo continuar escrevendo. Só não sei quando será isso, pois a gente nunca sabe onde vai parar quando a estrada nos chama. De qualquer modo, vou dar um jeito de publicar algo sobre a regência do próximo ano, 2009, no fim de dezembro, e então espero já ter uma data para voltar a publicar com regularidade.

Novamente obrigada a todos, e conheçam seus mapas, abram as portas, apropriem-se desse conhecimento que pertence à Humanidade, e que, portanto, é uma herança que todos temos o direito de usufruir!
Ultreya!!